Por vezes sou fria, distante e imprevisível mas também me considero muito humana, bondosa, compreensível e aceito as pessoas como elas são. Considero a amizade um sentimento forte e indestrutível que, por vezes chega a ser mais importante que o amor. Amo acima de tudo os meus filhos e os meus netos, sem eles nada teria significado para mim. Quando amo de verdade não consigo evitar, entrego-me por completo. Por vezes sou um pouco excêntrica e rebelde, sou contra determinadas regras e leis e defendo a liberdade, solidariedade e a democracia. Sonhadora, fiel e leal. Não me deixo intimidar por quaisquer tipos de obstáculos e nada interfere nas minhas convicções. Sou comunicativa somente com quem conheço e tenho confiança, se não conhecer sou de poucas palavras, gosto de ficar no meu canto a observar.
Sentimentos são regidos por escolhas, por isso traçam destinos, escolhem fins e finais. Sentimentos somos nós escolhendo como viver. Sentimentos que decidem, que desistem, que resistem, que permitem que outros – sentimentos – vençam. Sentimentos são como crianças. Não sabem direito quem são. Só sabem que sentem. Nascem pequenos, mas crescem, e ganham a força que lhes damos. Dependem de nós. O amor não é assim. O amor vem com o tempo, vence com o tempo, quando os erros dão à luz seus acertos. Amor é uma escolha sentida e sabida. É a soma de sentimentos escolhidos – a dedo e sem medo. É escolher o que faz sentir bem o outro. O amor prefere esquecer quem é. Não sabe bem o que vem, mas sabe bem o que quer. Muitas vezes – e quase todas - desconhece os ‘porquês’, pois está além das explicações. O amor vence o tempo, a distância, o cansaço e os outros sentimentos. O amor jamais acaba, ainda que mude sua direção. Amor não se inventa, não se diz, não se pede, não se compara, não se aprisiona. Amor é uma pessoa, uma ação, um tempo, um fim. Em uns, é uma palavra, em outros, a própria vida. E o melhor de tudo: amor é uma força que produz amor.
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